Pandemia fecha comércios em Cuiabá, mas capital tem aumento na abertura de novas empresas
Por Paulo Henrique Fanaia Viegas e Thiago Portes Baldolino
De acordo
com levantamento feito pela União dos Lojistas de Shoppings (Unishop), 50 lojas
instaladas em shoppings de Cuiabá e Várzea Grande fecharam as portas
definitivamente no primeiro trimestre de 2021. Esse número representa 62,5% de
todas as lojas fechadas nos 12 meses de 2020, quando ao todo foram 80
estabelecimentos que encerraram suas atividades.
Loja fechada no Pantanal Shopping - 16/05/2021 - Paulo Henrique Fanaia
Loja fechada Pantanal Shopping - 16/05/2021 - Paulo Henrique Fanaia
Loja fechada Pantanal Shopping - 16/05/2021 - Paulo Henrique Fanaia
Essa
situação também se estende para as lojas do centro de Cuiabá. Andando pelas
principais ruas comerciais da capital, vemos vários comércios com placas de
“aluga-se”, um cenário que vai de encontro com os dados do Mapa de Empresas, do
Governo Federal registrado até novembro de 2020.
Lojas fechadas no centro de Cuiabá - 08/05/2021 - Thiago Portes
Lojas fechadas no centro de Cuiabá - 08/05/2021 - Thiago Portes
No nosso
estado foi registrado um aumento na abertura de novas empresas no ano de 2020.
Comparado
a 2019, o aumento foi de 5,11%, ou seja, quase três mil empresas iniciaram as
atividades no ano passado. Em Cuiabá, a abertura de novas empresas supera o
fechamento, com um aumento de 13,6% e queda de 9,16%, respectivamente.
De acordo
com especialistas, esse contraste se dá pelo aumento do número de comércios que
estão aderindo ao e-commerce. Nos oito primeiros meses de 2020, o e-commerce
nacional faturou 56,8% a mais em comparação com igual período de 2019, segundo
pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).
Muitos
comerciantes viram o público de suas lojas físicas reduzir drasticamente,
ficando difícil pagar as custas de aluguel dos estabelecimentos. Com isso a
saída foi partir para as vendas pela internet ou whats app.
Edinete
Silva é costureira e alugava uma sala no bairro Coxipó, onde trabalhava com
mais duas funcionárias. Em 2020, com os decretos que proibiam os comércios de
funcionarem, sua loja ficou fechada por 4 meses obrigando ela e suas
funcionárias a trabalharem em casa. Isso aumentou as despesas, pois o aluguel
era pago e não havia como utilizar o espaço físico. Edinete se viu obrigada a
encerrar o aluguel da sala comercial e agora trabalha em casa.
Agora as
vendas se concentram pelo whatspp. Edinete criou um grupo com suas clientes e
amigas mais próximas, assim ela divulga seu trabalho e as clientes marcam
horário diretamente pelo aplicativo de mensagens.
“Eu e as
meninas hoje costuramos cada uma na sua casa. Todas as vendas e encomendas são
feitas pelo whatsapp. Marcamos com o cliente, ele vem até minha casa, atendemos
e costuramos por aqui mesmo. Isso foi muito bom, porque agora não tenho que
pagar aluguel.”
Edinete atende seus clientes por grupos no whatsapp - 15/05/2021 - Thiago Portes
O
consumidor reaprendeu a comprar. Pessoas como Lygia Helena que costumava ir ao
centro da capital sempre que precisava comprar produtos diversos, resolveu
reavaliar seu estilo de fazer as compras.
“Desde
que começou a pandemia eu fiquei com muito medo de ir no centro. Tenho 60 anos
de idade, já sou do grupo de risco e ainda por cima moro e cuido dos meus pais
que são pessoas idosas. Tenho medo de ir pra rua comprar coisas aqui pra casa e
trazer o vírus para os meus pais. Meu filho me ensinou a comprar pela internet
nesses sites grandes. Não é a mesma coisa, mas é mais seguro.”
A
tendência é que o mercado eletrônico cresça cada vez mais enquanto não houver
vacinas disponíveis a toda população e os estabelecimentos comerciais possam
voltar a funcionar normalmente. Até lá, o público, tanto comprador quanto
vendedor, vai se adaptando ao chamado novo normal.










Parabéns Paulo, ficou ótimo
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